Obesidade

Obesidade é a denominação do excesso de gordura corporal. A doença é considerada a segunda causa de morte passível de prevenção, perdendo apenas para o tabagismo. Muitos problemas de saúde estão associados à obesidade, principalmente cardíacos e vasculares.

A obesidade possui diversas causas e está associada diretamente ao ambiente em que vive o indivíduo, assim como sua herança genética. A nutrição, saúde e organismo de cada pessoa possuem diferenças, entretanto pesquisas apontam que filhos de obesos estão mais propensos à doença. 

Apesar da obesidade ser desencadeada por diversas razões, o aumento de peso corpóreo está associado diretamente à ingestão alimentar e à redução de gasto energético, ou seja, o ganho de peso é ligado, principalmente, à alimentação irregular e ao sedentarismo.

Não só a quantidade de alimentos consumidos gera aumento de peso, mas também a qualidade deles, podendo haver um acréscimo calórico em alimentos que até então possuíam uma formulação diferente. Já o gasto de energia pode ser relacionado não só a redução ou ausência de exercícios físicos, mas também a distúrbios hormonais, genética e outros fatores clínicos. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) incluiu a obesidade na lista de epidemia global dada a extensão do problema na sociedade do século XXI. Ela é considerada uma doença crônica que atinge quaisquer etnias, sexos ou idades e está presente, na grande maioria dos casos, em países desenvolvidos.

Apesar das formas menos “cheinhas” e dos músculos esculpidos serem considerados padrões de beleza na sociedade atual, a obesidade vem avançando e alcançando números preocupantes em relação à população das grandes metrópoles. Nos Estados Unidos, mais de 35% da população está acima do peso ideal. Dentre eles, 14% são considerados obesos, ou seja, das 97 milhões de pessoas acima do peso ideal, 39 milhões são obesos. Em relação à população brasileira, 40% já apresentam excesso de peso, sendo que 10% (pouco mais de 16 milhões de pessoas) são obesas. 

Tipos de obesidade

A obesidade possui diversos tipos, sendo dividida em obesidade andróide ou obesidade abdominal e obesidade gineóide ou obesidade da mulher.

- Obesidade generalizada – o acúmulo de gordura se estende por todo o corpo do indivíduo.

- Obesidade andróide ou obesidade abdominal – é bastante típica no homem e caracteriza-se pelo acúmulo de gordura na metade superior do corpo, sobretudo na região abdominal (da barriga). Está diretamente associada a riscos de doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, derrame, diabetes tipo 2 e outras complicações metabólicas.

- Obesidade gineóide ou obesidade típica da mulher – é diagnosticada pela distribuição de gordura na metade inferior do corpo, concentrando-se na região abdominal, glútea e das coxas. A obesidade gineóide está ligada ao desencadeamento de varizes.

Pesquisas científicas comprovam que a genética predispõe alguns indivíduos a maior acumulação de massa excedente na região abdominal. 

Fatores e problemas relacionados à obesidade

Alguns fatores ainda podem contribuir para o desencadeamento da obesidade. São eles:

- Gravidez e menopausa – esses períodos na vida da mulher podem auxiliar no armazenamento de gordura.

- Zona urbana – áreas urbanas tendem a concentrar mais pessoas obesas.

- Genética – a obesidade pode vir de uma tendência familiar, através de genes partilhados por um determinado grupo de indivíduos.

- Sedentarismo – estudos revelam que o desencadeamento da obesidade está relacionado também a horas de televisão, uso de computadores e outros aparelhos que não contribuem para a realização de atividades físicas.

O aparelho cardiovascular é um dos mais afetados pela obesidade, havendo maior risco de problemas como a hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e arterioscleroses. Além disso, a obesidade pode provocar o desencadeamento de doenças como gota, diabetes tipo 2, fadiga, apneia de sono, embolia pulmonar, incontinência urinária, depressão, hérnias, entre outras, que afetam diretamente a saúde e a qualidade de vida.

Medida da circunferência da cintura

A medida da circunferência da cintura está diretamente associada à probabilidade do desenvolvimento de patologias devido ao excesso de peso e obesidade. Essa métrica não tem o mesmo significado que o IMC (Índice de Massa Corporal) em pacientes com obesidade moderada e extrema, acima de 35, pois estas pessoas apresentam a medida da circunferência da cintura acima dos limites a que os riscos se referem.

O aumento da gordura abdominal (aquela que se concentra nas vísceras) oferece riscos à saúde a partir dos 100 cm nos homens e 88 cm nas mulheres. Estes pacientes possuem maior risco de desenvolver diabetes, alterações no sangue, principalmente nos lipídios, hipertensão arterial e doenças como infartos e derrames.

Para descobrir o tamanho da circunferência de sua cintura basta você se equipar com uma fita métrica e fazer a medição um pouco acima do osso do quadril por toda a extensão. Não comprima o abdômen e nem deixe a fita justa; o ideal é que ela esteja paralela ao solo, assim você não terá números incorretos. Outros métodos podem ser aplicados a fim de entender melhor a constituição corporal de um indivíduo, podendo ser utilizados exames como a bioimpedância, a tomografia computadorizada, a ressonância magnética e até o ultrassom.

Vale ressaltar que crianças e adolescentes possuem critérios de diagnóstico diferentes, necessitando de outras considerações para terem seu peso e desenvolvimento avaliados. 

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